terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Galiza em Trânsito


Com concertos, exposições, teatro...

Dia um de Março no Porto.

Mais informação: cá.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Preparando o concerto (V): Olla meu irman

De Miro Casabella sobre um poema de C.E. Ferreiro.
Foto com José Mário Branco e Luis Pedro Faro.


Preparando o concerto (IV): Miro Casabella


Nasce em Ferreira do Valadouro, na Galiza, em 1946. Em 1967 canta as suas músicas em público pela vez primeira, junto com os cantores da Nova Canço Catalana. A finais dos anos 60 edita os seus dois primeiros discos: Miro canta as suas cancións e Miro canta cantigas de escarnio e maldizer. Toca com Voces Ceibes e faz tournés com Paco Ibañez pela Franza e com Luis Cilia pela Espanha.

Em 1970 participa nos festivais da canção ibérica, junto com Paco Ibañez, Luis Cilia, Xabier Ribalta e Zeca Afonso e toca na Festa da Humanite ante 600.000 pessoas junto a Joan Baez, Paco Ibañez, Moustiaki...


Até 1976 tocou por toda a Galiza as suas músicas populares e de intervenção, com grandes problemas com as autoridades e as infrestruturas. Em 1974 colabora com José Mário Branco, que lhe faz os arranjos do disco Ti Galiza. Com o desaparecimento da censura em 76, começa um periodo de grande actividade em festivais por todo o estado.

Em começos da década de 80 trabalhou na criação de DOA, grupo de música medieval-popular de grande aceitação por parte da crítica. Orvallo,editado em 2004, é até agora o
seu último trabalho.

Miro é, hoje em dia, um cantor referência na música popular e de intervenção, habitual colaborador em eventos como a recente homenagem a Zeca Afonso na Galiza no passado 25 de Abril.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Preparando o concerto (III)

Aqui dentro de casa, do José Mário Branco.

Foi há tantos anos, foi há dois mil anos
Que vi no amor o meu Cristo
Que me mostraste um amor imprevisto
Que me falaste na pele e no corpo a sorrir

Meus olhos fechados, mudos, espantados
Te ouviram como se apagasses
A luz do dia ou a luta de classes
Meus olhos verdes ceguinhos de todo para te servir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Filhos e cadilhos, panelas e fundilhos
Meteste as minhas mãos à obra
E encontraste momentos de sobra
Para evitar que o meu corpo pensasse na vida

Teus olhos fechados, mudos e cansados
Não viam se verso, se prosa
O meu suor era o teu mar de rosas
Meus olhos verdes, janelas de vida fechados por ti

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Pegas-me na mão e falas do patrão
Que te paga um salário de fome
O teu patrão que te rouba o que come
Falas contigo sozinho para desabafar

Meus olhos parados, mudos e cansados
Não podem ouvir o que dizes
E fico à espera que me socializes
Meus olhos verdes
Boneca privada do teu bem estar

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei

Sou tua criada boa e dedicada
Na praça, na casa e na cama
Tu só vês quando vestes pijama
Mas não me ouves se digo que quero existir

Meus olhos cansados ficam acordados
De noite chorando esta sorte
De ser escrava prá vida e prá morte
Meus olhos verdes
Vermelhos de raiva para te servir

A tua vontade, justiça igualdade
Não chega aqui dentro de casa
Eu só te sirvo para a maré vaza
Mas eu já sinto a minha maré cheia a subir

Meus olhos cansados abrem-se espantados
Prá vida de que me falavas
Pra combater contra os donos de escravas
Meus olhos verdes
Que te vão falar e que tu vais ouvir

Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Preparando o concerto (II): JP Simões


Nascido em Coimbra e emigrado para o Brasil, JP Simões colaborou nos projectos musicais Pop Dell´Arte, Belle Chase Hotel, A Ópera do Falhado e Quinteto Tati, revelando-se como um interessante escritor de canções e intérprete.

Em 2006, preparou um novo espectáculo intitulado de "Canções do jovem cão" e anunciou o lançamento da sua carreira a solo, através de um disco em nome individual, com o título de "1970" e que é editado no início de 2007. Foi ainda em 2006 que estreou no cinema o filme "Pele", realizado por Fernando Vendrell, com banda sonora de JP Simões. “1970” ganha grandes elogios de crítica e público.

A vida artística de JP Simões não se resume à música pura e dura, tendo em 2003 levado ao palco, com encenação de João Paulo Costa e da companhia do Teatro do Bolhão, a "Ópera do Falhado", projecto cujo texto saiu da pena de JP Simões e a música foi composta a meias com Sérgio Costa, eterno companheiro de lides, nos Belle Chase Hotel e no Quinteto Tati.

No Outono de 2007, é publicado o livro de contos "O Vírus da Vida", ilustrado por André Carrilho.

Myspace de JP Simões.
Página web de JP Simões.
Blog.




JP Simões fazendo uma versão de José Mário Branco.

sábado, 26 de janeiro de 2008

Preparando o concerto (I): Leo i Arremecaghona!!!


LEO I ARREMECAGHONA. (com pedido de desculpas ao Mario Regueira)

A trajectória musical de O Leo i Arremecághona!!! inicia-se no ano de 1997, embora apenas tenha começado a ser conhecido ao ser chamado para abrir os concertos da digressão galega de Albert Plá, em 1998. Do mesmo ano é o seu primeiro disco, Suspiros de Kaña, com um milhar de cópias distribuidas pelo próprio autor.



Descrito como punk de autor, os referentes musicais que escolhe são Albert Pla, Billy Bragg ou Pau Riba. A vinculação do autor às artes cénicas é notável, pois parte importante do projecto musical que representa o Leo i Arremecághona!!! está centrado nas suas actuações ao vivo, espectáculos que roçam o formato da performance em que o autor se caracteriza para interpretar determinadas personagens. É habitual que o espectáculo punk também esteja precedido de versões acústicas de autores da canção de intervenção galega e dos Cantores de Abril.

Leo i Arremecághona!!! tem dado recitais por toda a Galiza, com os seus espectáculos e apresentações do seu primeiro livro de poesia Hai cu (2007), baseado no blog com o mesmo nome.


My space do Leo


Reportagem em "El Pais" (em espanhol)
Entrevista em "A nosa terra" (em galego)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008